Para lidar com a ansiedade e outros problemas.
segunda-feira, 9 de março de 2015
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Curva à esquerda
Na folha branca de papel faço o meu risco,
Retas e curvas entrelaçadas,
E prossigo atento e tudo arrisco
Na procura das formas desejadas
São templos e palácios soltos pelo ar,
Pássaros alados, o que você quiser.
Mas se os olhar um pouco devagar,
Encontrará, em todos, os encantos da mulher.
Deixo de lado o sonho que sonhava.
A miséria do mundo me revolta.
Quero pouco, muito pouco, quase nada.
A arquitetura que faço não importa.
O que eu quero é a pobreza superada,
A vida mais feliz, a pátria mais amada.
Esse poema, do Niemeyer, me lembra uma questão comumente colocada para os esquerdistas socialmente privilegiados, como artistas e integrantes das classes médias.Que questão é essa? A de que esses esquerdistas são incoerentes.
É um ponto de vista equivocado, pois um esquerdista poderá abrir mão dos benefícios que recebe de sua posição social em prol de sua ideologia:
aquele que pretende apenas reformar o capitalismo poderá aceitar perder renda e riqueza para que quem estiver na base da piramide tenha dignidade. Por exemplo, isso ocorreria com um profissional liberal que aceita e concorda em ser mais tributado para que os serviços públicos sejam financiados;
aquele que pretende substitui-lo pelo socialismo poderá aceitar - partindo de uma visão simplista do socialismo - ter o mesmo que os demais trabalhadores. A exemplo de Che, que abandonou a sua vida de classe média por seu ideal socialista.
Claro que, em ambos os casos, pode haver um incoerente. Há exemplos deles na história do socialismo real, como os burocratas de países comunistas que viviam com privilégios. Porém, essa incoerência não ocorre necessariamente, como já demonstrado. Isso basta para que esse senso comum sobre a esquerda não seja, a priori, verdade.
Niemeyer era, felizmente, um coerente,
A arquitetura que faço não importa.
O que eu quero é a pobreza superada,
A vida mais feliz, a pátria mais amada.
domingo, 28 de setembro de 2014
É a Rádio Bobo!
Um bom exemplo disso é a chamada "Bota amizade nisso". Ora, somente pessoas simples podem acreditar que uma empresa, que apoiou a ditadura, pode ter amizade com o povo. Ele é apenas um consumidor, não amigo; mas a Globo se aproveita da fragilidade do povo e o engana - se fosse tão amiga do povo, apoiaria a Reforma agrária.
Outro defeito da programação é o conteúdo. Passam programas humorísticos sem a mínima graça - são tão ruins que os efeitos sonoros são usados à exaustão, de modo a induzir o riso; passam histórias de auto-ajuda com moral simplista - já compararam a vida com uma fatia de bolo, como se bolos sofressem depressão ou fossem estuprados.
E tem o Debates Populares, programa no qual um tema é escolhido e os convidados, mediados por Roberto Canázio, "debatem" o assunto. Só que é tudo mal feito. São chamadas pessoas que não tem formação para opinar; não há contraditório no ponto de vista, já que os comentaristas sempre são conservadores; o programa é muito rápido, de modo que o tema é discuto de forma superficial. Desse programa já saiu a pérola de que o cigarro era mais perseguido do que a maconha no Brasil - como se alguém fosse preso por fumar cigarro ou como se ele armasse o tráfico nas favelas.
Roberto Canázio, comentando qualquer coisa sobre o PT, disse que ele fala com o povo. E é verdade; seu programa tem audiência entre os trabalhadores. Contudo, ele não fala pelo povo. Por trás de seu tom indignado, supostamente em defesa dos trabalhadores, há uma farsa: ele finge que faz algo de concreto, mas jamais ataca os problemas pela raiz. Se realmente o fizesse, chamaria sociólogos e antropólogos para discutirem o fim da polícia militar, que tanto massacra os pobres do Rio. Se se importasse. chamaria médicos, psicólogos e assistentes sociais para debater a descriminalização da maconha e do aborto, ao invés de, como já fez, ordenar que as pessoas parassem de ´´cheirar´´ e se ´´picar´´. Se tivesse consideração pelo povo que o escuta, passaria de chamar a ditadura de Revolução, que abortou as reformas de base de Jango e exterminou os verdadeiros revolucionários.
Não. A Rádio Globo e Roberto são cínicos. Falam apenas com o povo, mas não por ele. Se você quer algo diferente, ouça o Faixa Livre, leia Le Monde Diplomatique Brasil, Carta Capital, Caros Amigos. Mas desligue a Rádio e TV Bobo.
sábado, 23 de agosto de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
Como não estudar
A revista mente cérebro, em seu número 250, apresentou uma reportagem útil e bem fundamentada sobre métodos de estudo - que, por terem me ajudado na faculdade e nos concursos públicos, gostaria de compartilhar com vocês.
Em suma, a matéria trata de uma pesquisa feita de modo a determinar quais métodos de estudo realmente auxiliam o estudante e quais não; sendo que, no caso daquelas que funcionam, há uma hierarquia de utilidade do método - isso é mais bem explicado na matéria.
Pelo que entendi - digo isso pois acho posso ter interpretado mal alguns métodos - as duas melhores formas são:
estudar por exercícios, que podem ser feito por nós ou já estarem prontos - como aqueles exercícios propostos no fim do capítulo. Sendo que eles devem ser feitos na mesma proporção da necessidade de se lembrar algo;
fazer pausas no estudo é estudar com pausas, ou seja, primeiro visita-se um assunto e depois de um tempo retorna-se ao assunto. Por exemplo, para se lembrar de algo após uma semana é preciso estudar com intervalos de 12 a 24 horas - trecho da matéria.
Além disso, o estudo desaconselha uma técnica muito comum: a sublinha. Segundo ele, destacar, circular ou marcar o material é prática comum entre os estudantes. Embora seja rápida e simples, a técnica não provoca mudanças positivas no desempenho. Estudos controlados demonstraram que esse método não foi eficaz nem para estagiários da Força Aérea dos Estados Unidos nem para crianças e alunos de graduação em diversas áreas como aerodinâmica, história da Grécia Antiga ou geografia da Tanzânia. De fato, a estratégia pode prejudicar no desempenho de tarefas complexas. Um recente estudo demonstrou que sublinhar reduz a capacidade de fazer inferências(por meio de associações). Acreditamos que esse recurso chame a atenção para partes isoladas em vez de favorecer conexões entre temas. Além disso, uma vez que o texto está grifado, em novas leituras tendemos a nos apegar ao que já foi destacado, deixando de lado pontos que poderiam ser bastante importantes. Nota minha: na época que sublinhava, muitas vezes isso me consumia muito tempo, já que fazia com régua e às vezes ficava pensando se devia apagar alguma parte sublinhada.
Acho que um estudo desses é realmente importante, pois há muitos ``especialistas`` que, mesmo com boas intenções, acabam atrapalhando os estudantes em sua aprendizagem. Muitos vendem métodos miraculosos, falando coisas como ``aumente sua concentração em 95%`` ou ``potencialize seu cérebro!``, quando podem estar fornecendo algo que mais vai prejudicar do que beneficiar o aluno - o que é complicadíssimo em caso de concursos públicos, em que a concorrência é acirrada.
Pode ser apenas uma falsa impressão, mas desde que segui as duas primeiras dicas, deixando de lado a sublinha e os resumos, senti que perdia menos tempo para estudar, sem que perdesse qualidade. Ademais, minha rotina de estudos se simplificou bastante, já que não tinha que ficar arranjando tempo para resumir um capítulo ou decidir o que sublinhar - coisas que me angustiavam bastante. Acho que valeu a pena.
Enfim, como posso ter interpretado mal o estudo - senti que certas partes estavam meio ambíguas - e como só postei algumas partes da matéria, recomendo a vocês que comprem a revista. Como é uma edição de novembro passado, é vendido no site da editora; custa apenas 10,71 - pode ser caro para alguns, mas acredito que compense.
PS - Se alguém da revista ler esse texto, por favor, não me processe. Só postei alguns trechos para ilustrar o que a matéria dizia.
Em suma, a matéria trata de uma pesquisa feita de modo a determinar quais métodos de estudo realmente auxiliam o estudante e quais não; sendo que, no caso daquelas que funcionam, há uma hierarquia de utilidade do método - isso é mais bem explicado na matéria.
Pelo que entendi - digo isso pois acho posso ter interpretado mal alguns métodos - as duas melhores formas são:
estudar por exercícios, que podem ser feito por nós ou já estarem prontos - como aqueles exercícios propostos no fim do capítulo. Sendo que eles devem ser feitos na mesma proporção da necessidade de se lembrar algo;
fazer pausas no estudo é estudar com pausas, ou seja, primeiro visita-se um assunto e depois de um tempo retorna-se ao assunto. Por exemplo, para se lembrar de algo após uma semana é preciso estudar com intervalos de 12 a 24 horas - trecho da matéria.
Além disso, o estudo desaconselha uma técnica muito comum: a sublinha. Segundo ele, destacar, circular ou marcar o material é prática comum entre os estudantes. Embora seja rápida e simples, a técnica não provoca mudanças positivas no desempenho. Estudos controlados demonstraram que esse método não foi eficaz nem para estagiários da Força Aérea dos Estados Unidos nem para crianças e alunos de graduação em diversas áreas como aerodinâmica, história da Grécia Antiga ou geografia da Tanzânia. De fato, a estratégia pode prejudicar no desempenho de tarefas complexas. Um recente estudo demonstrou que sublinhar reduz a capacidade de fazer inferências(por meio de associações). Acreditamos que esse recurso chame a atenção para partes isoladas em vez de favorecer conexões entre temas. Além disso, uma vez que o texto está grifado, em novas leituras tendemos a nos apegar ao que já foi destacado, deixando de lado pontos que poderiam ser bastante importantes. Nota minha: na época que sublinhava, muitas vezes isso me consumia muito tempo, já que fazia com régua e às vezes ficava pensando se devia apagar alguma parte sublinhada.
Acho que um estudo desses é realmente importante, pois há muitos ``especialistas`` que, mesmo com boas intenções, acabam atrapalhando os estudantes em sua aprendizagem. Muitos vendem métodos miraculosos, falando coisas como ``aumente sua concentração em 95%`` ou ``potencialize seu cérebro!``, quando podem estar fornecendo algo que mais vai prejudicar do que beneficiar o aluno - o que é complicadíssimo em caso de concursos públicos, em que a concorrência é acirrada.
Pode ser apenas uma falsa impressão, mas desde que segui as duas primeiras dicas, deixando de lado a sublinha e os resumos, senti que perdia menos tempo para estudar, sem que perdesse qualidade. Ademais, minha rotina de estudos se simplificou bastante, já que não tinha que ficar arranjando tempo para resumir um capítulo ou decidir o que sublinhar - coisas que me angustiavam bastante. Acho que valeu a pena.
Enfim, como posso ter interpretado mal o estudo - senti que certas partes estavam meio ambíguas - e como só postei algumas partes da matéria, recomendo a vocês que comprem a revista. Como é uma edição de novembro passado, é vendido no site da editora; custa apenas 10,71 - pode ser caro para alguns, mas acredito que compense.
PS - Se alguém da revista ler esse texto, por favor, não me processe. Só postei alguns trechos para ilustrar o que a matéria dizia.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Guido Mantega: entrevista no Espaço Público.
Uma entrevista que permite que se conheça melhor Guido Mantega, além da grande imprensa. O programa passa na Terça, às 22:00, na TVBrasil.
Site do programa: http://tvbrasil.ebc.com.br/espacopublico
quinta-feira, 8 de maio de 2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Discurso: verde ou vermelho?
O comando era: redija uma dissertação, na qual se discuta a seguinte afirmação: o grande desafio da atualidade é conciliar o crescimento econômico com a preservação dos recursos naturais, ou seja, com a exploração sustentável do meio ambiente.
O atual grande desafio, principalmente no país mais desigual do continente mais desigual, é aliar o crescimento com o desenvolvimento econômico. Afinal, de pouco adianta obter-se um crescimento sustentável se boa parte da população não tem um mínimo de direitos respeitados. Além disso, o desenvolvimento é algo mais difícil de se conseguir, já que a oposição a ele é maior do que a resistência á sustentabilidade.
Mesmo que um país como o Brasil regulasse a economia de modo a garantir um pequeno impacto da produção sobre o meio ambiente, o cidadão médio não perceberia seus benefícios já que problemas muito maiores persistiriam. Ora, de que bastaria que a "jararaca do Iguaçu" não estivesse ameaçada de extinção se milhões moram em favelas ou periferias abandonadas? Se outros tantos ganham dois dólares por dia? Se milhares, no século XXI, são vítimas do trabalho escravo? Pare esses, que são maioria ou muitos no mundo subdesenvolvido, não faria diferença.
Ademais, impulsionar o desenvolvimento, recuperando os serviços públicos e combatendo a concentração de renda, sofre mais reação na sociedade. Por exemplo: poucos se dizem contra proteger o que resta da Mata Atlântica. Porém, é comum que o Bolsa Família seja visto como uma esmola, alimentadora da preguiça - apesar dele ser uma política recomendada pelo FMI, aquele antro de comunistas. Sem falar na lógica engraçada: é como se os beneficiários fossem sadomasoquistas a ponto de preferir receber o auxílio a melhorar seu nível de vida pelo trabalho.
Portanto, tem que se superar essa lógica simplista e desatenta de que o problema central das sociedades contemporâneas é ambiental. Nesse sentido, cabe àqueles que reconhecem o verdadeiro problema combate-lo - e conscientizar a população sobre ele - pela participação política; seja nos sindicatos, partidos políticos, movimentos sociais ou meios de comunicação.
PS - O título do post foi o da redação.
sábado, 21 de dezembro de 2013
Kindle!
Caso o seu Kindle seja roubado, você deve trava-lo - eu fiz isso pelo chat online da Amazon. Isso foi, a propósito, a única coisa boa do roubo: descobri como o atendimento da Amazon é excelente.
Na hora, um indiano começou a falar comigo em inglês; como ele escrevia tão rápido e bem, achei que fosse um robô me atendendo, mas não. Ao contrário do que ocorre com as nossas empresas, ele foi extremamente atencioso e eficiente. Sabia meus dados e, rapidamente, travou o meu Kindle.
Enfim, quem já foi atendido sabe a diferença no atendimento dessa empresa e da maioria - se não todas - das empresas brasileiras.
domingo, 15 de dezembro de 2013
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Braços Cruzados, Máquinas Paradas (1979)
Sinopse: São Paulo, 1978. Três chapas disputam a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o maior da América Latina, com 300.000 associados, e presidido por um "pelego", desde o golpe militar de 1964 . Em meio à eleições, eclodem as primeiras greves operárias que iriam mudar o país. "Braços Cruzados Máquinas Paradas" revela, em narrativa envolvente, como funciona a estrutura sindical brasileira, de inspiração fascista. É também o primeiro documentário de longa-metragem sobre as chamadas "greves espontâneas", ocorridas em São Paulo, 10 anos após a decretação do AI-5. Tais greves, que culminaram em um amplo movimento social que traria de volta a democracia ao país, estão na base dos acontecimentos que levaram à eleição do primeiro presidente operário da América Latina.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
sábado, 5 de outubro de 2013
Adblock!
Quem quiser se livrar da propaganda na internet, desde que use o Chrome, deveria baixar essa extensão:
https://chrome.google.com/webstore/detail/adblock/gighmmpiobklfepjocnamgkkbiglidom?hl=pt-BR
PS - O adblock barra até aquelas propagandas nos vídeos do Youtube!
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
O que não está na tela
Acompanhei, desde junho, as reportagens sobre as grandes manifestações populares que ocorreram pelo país. Assim como outros, via os momentos em que manifestantes sempre terminavam por ´´depredar´´ o patrimônio público: placas de ruas, bancos, lojas, vias, etc.
Não entendia o porquê disso - poderia, afinal, haver um motivo razoável? Enfim, acabava por acreditar que havia um misto de descontrole das pessoas, algo de natureza emocional, e ações de policiais tentando tirar o crédito do movimento, ao se tentar resumir os protestos a vandalismos e saques.
Um dia desses acabei lendo um artigo na Carta na escola que comentava o assunto. Descobri que o que o jornal local, o RJTV da rede Globo, resumia a vandalismo - ou seja, algo fruto de desocupados que apenas prejudicava a ordem e o patrimônio público - era, ao menos no caso dos Black Blocks, ações políticas e que, portanto, tinha fins políticos.
Por exemplo, comentam no artigo que os bancos eram atingidos pois eram símbolos do capitalismo e, como tal, mereciam ser atacados. Outro fato interessante é que os integrantes do Black Block não se consideram violentos pois, para eles, a violência só existe quando atinge as pessoas; não objetos.
Ora, pode-se não concordar com essa tática de manifestação - eu, no caso, ainda não cheguei a uma conclusão - mas é evidente que esses indivíduos são mais do que simples ´´baderneiros´´. Mal ou bem, são cidadãos que buscam reagir a opressão - a violência do transporte, saúde, educação e segurança públicas de má qualidade, que tantos esquecem que existe apenas porque não parte de alguém concretamente, mas sim do Estado.
O que me entristece e revolta é que um jornal com tanta influência, o RJTV, não se dê ao trabalho de dar informações desse tipo aos seus telespectadores. E não são bobagens; são informações que, por formarem a opinião dos cidadãos sobre as manifestações, tem relevância na vida social da cidade e do país: se a sociedade tivesse lido o que li, talvez mais pessoas tivessem apoiado as manifestações ou ido à elas ou formado novas, e por aí vai.
Não se pode brincar com informações tão importantes, sob o risco de, a partir de interesses privados, manipular a sociedade. Infelizmente, foi o que a rede Globo, novamente, conseguiu.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Pulitzer: Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma.
Recentemente, o CQC entrevistou de maneira totalmente desrespeitosa o deputado José Genoíno sobre o ´´mensalão´´. Acredito que, devido à
condenação do Genoíno, o repórter do CQC se permitiu abordar de
maneira debochada e humilhante o deputado. Ele pergunta coisas como:
´´você veio aqui – no Congresso Nacional – se esconder porque
na prisão é pior?´´, ´´você já sabe onde vai passar no
Reveillon…qual prisão…´´.
No início dessa
matéria, o repórter reclama do fato de o Genoíno nunca conceder
entrevistas ao programa. Ora, como eles esperam que alguém dê
atenção à uma atitude tão agressiva, raivosa e humilhante?
Imagino o que faria um dos integrantes do programa se fossem, em um
momento de seu dia, abordados da mesma maneira - aliás, isso já ocorreu e, hipocritamente, um dos membros do CQC não aceitou a´´brincadeira´´.
Talvez o leitor esteja se perguntando, goste ou não da matéria, que o programa pode fazer qualquer tipo de matéria, afinal a imprensa tem o direito à liberdade de expressão, que não pode ser limitado. Isso é um engano; nenhum direito é absoluto, pois, se assim fosse, um direito poderia anular outro: por exemplo, um racista poderia dizer que ele pode chamar um negro de macaco, já que ele tem o direito à liberdade de expressão. Isso é, claro, incorreto: assim como alguém não pode cometer racismo em nome da liberdade de expressão, o CQC não poderia abordar as pessoas de maneira vexatória e humilhadora em nome do jornalismo ou entretenimento.
Alguns podem pensar, ´´ah, mas esses corruptos tem que sofrer mesmo´´. Novamente um engano, se um político for culpado por corrupção, ele deve ser julgado e adequadamente punido. Mesmo culpado, um corrupto é um cidadão e, portanto, merece ter seus direitos – como o respeito à sua dignidade – preservados.
Partir para a lógica do linchamento, que nesse caso é psicológica, é um atentado à cidadania de quem é linchado e de quem lincha. O linchado sofre pois é punido de uma forma que em nada ajudará em sua ressocialização; o linchador se rebaixa ao recorrer a violência, um recurso desmerecido por qualquer sociedade civilizada. Sem falar que quando a sociedade se contamina por esse espírito de ódio, um inocente pode acabar sofrendo a ´´justiça´´ dos homens bons.
Enfim, a matéria é de um nível muito baixo – as coisas pioram no fim, quando a mesa do CQC entra na roda. Ao contrário do que o telespectador imagine, o Custe o que custar não se interessa realmente em melhorar a política brasileira; pois, se assim fosse, eles não resumiriam o tema da política a casos de corrupção, comentariam sobre questões mais relevantes – como a reforma política, incentivariam o debate e o respeito entre pessoas de diferentes ideologias, etc. Mas não é isso que o CQC faz, ele aborda de maneira ignorante, passional e simplista a política brasileira. Como resultado, seus telespectadores são deformados politica e civilmente; o que de nada ajuda a melhorar a situação.
Talvez o leitor esteja se perguntando, goste ou não da matéria, que o programa pode fazer qualquer tipo de matéria, afinal a imprensa tem o direito à liberdade de expressão, que não pode ser limitado. Isso é um engano; nenhum direito é absoluto, pois, se assim fosse, um direito poderia anular outro: por exemplo, um racista poderia dizer que ele pode chamar um negro de macaco, já que ele tem o direito à liberdade de expressão. Isso é, claro, incorreto: assim como alguém não pode cometer racismo em nome da liberdade de expressão, o CQC não poderia abordar as pessoas de maneira vexatória e humilhadora em nome do jornalismo ou entretenimento.
Alguns podem pensar, ´´ah, mas esses corruptos tem que sofrer mesmo´´. Novamente um engano, se um político for culpado por corrupção, ele deve ser julgado e adequadamente punido. Mesmo culpado, um corrupto é um cidadão e, portanto, merece ter seus direitos – como o respeito à sua dignidade – preservados.
Partir para a lógica do linchamento, que nesse caso é psicológica, é um atentado à cidadania de quem é linchado e de quem lincha. O linchado sofre pois é punido de uma forma que em nada ajudará em sua ressocialização; o linchador se rebaixa ao recorrer a violência, um recurso desmerecido por qualquer sociedade civilizada. Sem falar que quando a sociedade se contamina por esse espírito de ódio, um inocente pode acabar sofrendo a ´´justiça´´ dos homens bons.
Enfim, a matéria é de um nível muito baixo – as coisas pioram no fim, quando a mesa do CQC entra na roda. Ao contrário do que o telespectador imagine, o Custe o que custar não se interessa realmente em melhorar a política brasileira; pois, se assim fosse, eles não resumiriam o tema da política a casos de corrupção, comentariam sobre questões mais relevantes – como a reforma política, incentivariam o debate e o respeito entre pessoas de diferentes ideologias, etc. Mas não é isso que o CQC faz, ele aborda de maneira ignorante, passional e simplista a política brasileira. Como resultado, seus telespectadores são deformados politica e civilmente; o que de nada ajuda a melhorar a situação.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Para quem está se preparando
Mapas mentais e memorização, de William Douglas e Felipe Lima.
https://www.box.com/s/mqxuox0dxulh30tagphd
O livro, essencialmente, ensina a técnica dos mapas mentais, dos modelos binários e dá dicas para se manter minimamente saudável - que eu acredito que possam ser desconsideradas de tão óbvias.
Bons estudos!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
O poder do pensamento contra a reflexão
- Josivaldo, você sabia que para todo efeito há uma causa?
- Verdade, querida? Achei que você não gostasse de Física.
- Pois é, mas aprendi isso com a Ana Maria Braga!
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Por uma cidade cidadã
Contudo, esse modelo de urbanização é irracional. Ora, como pode em um país que possui um déficit habitacional de 5,5 milhões de moradias destinar o solo urbano para carros, máquinas que certamente menos necessitam desse espaço? Há, evidentemente, uma inversão de prioridades.
''Ah, mas muitas vezes não há espaço para se estacionar''. Certo, então o correto seria diminuir a necessidade que o brasileiro tem por carros, de modo a liberar esses espaços para quem realmente precisa, sem prejudicar aqueles que precisam de seus carros. Bastaria, por exemplo, investir em um aumento na qualidade e acessibilidade do transporte público, qualificando seus funcionários; diminuindo o preço da passagem pelo subsídio do Estado; investir na complementaridade entre rodovias, ferrovias e hidrovias; etc.
Outras iniciativas interessantes seriam aumentar o imposto sobre os carros - algo oposto ao que o governo tem feito para estimular a economia, ao reduzir o IPI - e diminuir o espaço de sua publicidade nos meios de comunicação, especialmente a televisão.
Ora, essas medidas, que são apenas frações de um planejamento urbano, certamente levariam com que o brasileiro, no longo prazo, mudasse seus hábitos. Ganharia a cidade e seus cidadãos; afinal, com menos carros haveria menos poluição; acidentes de trânsito; espaços urbanos ocupados direta ou indiretamente pelos automóveis; entre outras coisas.
O que falta, infelizmente, é a vontade política para encabeçar esse projeto e enfrentar os interesses da indústria automobilística e das empresas de transporte público. Até lá, continuaremos com essa roda no sapato.
PS - Uma entrevista com Raquel Rolnik complementando o tema:
http://www.brasildefato.com.br/node/10961
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Pelo voto responsável
O que isso quer dizer? Simples. Ambos os partidos deveriam ter orientado a seus membros que votassem 13, sem dar margem ao voto nulo ou branco. Afinal, se um ou outro será eleito, inevitavelmente, porque não aumentar a probabilidade que um candidato do PT - que ainda possui membros valorosos, como Paulo Paim e Tarso Genro - vença o candidato do PSDB, que abriga políticos como o ex-comandante do ROTA - eleito vereador recentemente - e Geraldo Alckmin, atual governador do estado de SP, responsável pela injusta e violento episódio do Pinheirinho?
Certamente, pela lógica de aliança que o Partido dos Trabalhadores vem desenvolvendo há décadas - como a que envolveu o PL de José Alencar com Lula em 2002 e, mais recentemente, com Maluf e seu partido - não são esperados grandes avanços; entretanto, as chances de ocorrerem retrocessos são menores se comparados com José Serra no poder.
Ora, um governo petista, mesmo com todas as críticas, não é menos danoso aos trabalhadores paulistas? E não é papel dos comunistas almejarem o bem estar dos trabalhadores, ainda mais quando não há uma alternativa comunista ao Executivo?
Enfim, esses partidos devem se lembrar que ''quanto pior, pior'' e, portanto, fortalecer a alternativa menos prejudicial à classe trabalhadora - como fizeram ao apoiar Getúlio e JK no século passado. Caso contrário, ele estará contribuindo para que uma candidatura, mesmo que em desvantagem, que fere os interesses dos menos favorecidos se fortaleça.
PS - fica a minha lamentação pela declaração de Plínio de Arruda Sampaio, o qual admiro, em apoio ao candidato José Serra. Faltou a ele uma analise mais serena desse embate político.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Resenha: Massacre no bairro chinês
Nesse contexto se insere Tietou, um tratoreiro chinês que, também, chega ilegalmente no país. Ao contrário da maioria que partia por razões econômicas, ele vai ao Japão em busca de sua namorada, que não mandava notícias há tempos. Conseguindo se esconder por 2 dias das autoridades japonesas, Tietou finalmente chega a uma casa de chineses ilegais, onde seu irmão, Jie, lhe introduz no cotidiano de seus compatriotas.
A partir daí, o protagonista aprende como enganar os orelhões japoneses, trabalha em ''trabalhos que ninguém quer fazer'', como catador em um lixão, etc. Com o tempo, ele consegue coordenar o resto dos chineses nos trabalhos ''sujos'' de maneira mais eficiente, conseguindo mais lucro e uma melhora na qualidade de vida do grupo. Como resultado desse sucesso, o grupo consegue juntar dinheiro para realizar um sonho do irmão de Tietou: um carrinho para vender castanhas.
Após essa calmaria, ocorre um fato que marca o resto da história. Jie é pego em um esquema dentro de um cassino pertencente à Yakuza - pronuncia-se Yakuzá. Como punição, ele é espancado, cortado e perde sua mão direita. Inconformado, Tietou se infiltra no cassino da Yakuza na tentativa de vingar seu irmão. Acontece que Tietou acaba salvando a vida de outro membro da organização que estava prestes a ser, devidos a conflitos internos na máfia japonesa, morto pelo chefe do cassino. Grato por salvar sua vida, esse membro acaba introduzindo Tietou na organização como uma espécie de associado; ele faria certos trabalhos para a organização sem jamais ser incorporado à ela.
Aí começa algo que marca o resto do filme: a transformação dos imigrantes de pessoas amigáveis e frágeis em indivíduos agressivos e poderosos - há no próprio filme tomadas de, provavelmente, um sociólogo entrevistado explicando a lógica desses grupos, como os chineses e a Yakuza. Tietou, por exemplo, aceita assassinar vários membros da Yakuza; seu irmão torna-se brigão e usuário de cocaína; os outros chineses começam a traficar drogas e se envolver ainda mais com a máfia. Isso tudo é sintetizado por uma fala da ex namorada de Tietou, em que ela comenta que os seres humanos tornam-se gananciosos e exigem mais e mais.
Enfim, esse filme retrata bem a transformação - nesse caso, para o mal - que sofrem os indivíduos que não são absorvidos dignamente pela economia, tendo que se comportar e viver à margem da sociedade. Além disso, ele permite ver Jackie Chan como um ator, ao invés de ser tratado como mero ''mestre de artes marciais''. Recomendo- o para os interessados nos problemas sociais e como isso afeta os principais afetados: os marginalizados; quem estiver procurando por um mero filme de ação, provavelmente não gostará.
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